Cada povo com a cama que merece

ÍNDIA
Vishnu, o senhor do cosmos na mitologia indiana, sempre aparece deitado na grande serpente Shesha (ou Ananta, que significa "sem fim"), que fica no kshirasagara (mar de leite). Este é um sinal de que a ordem está prevalecendo no cosmos e que há equilíbrio entre o bem e o mal no universo. Vishnu desperta de seu sono sempre nos momentos de crises.

CHINA
Os chineses não fazem distinção entre móvel para dormir e para sentar. Antes das poltronas aparecerem nessa cultura, os chineses usavam pequenas plataformas para uma ou mais pessoas deitarem durante o dia.
O k'ang pode ser considerado o avô das camas chinesas. Ele, uma superfície plana feita de madeira, não é propriamente uma mobília, mas era usado pelos chineses durante a dinastia Han (202 a.C. - 220 d.C.) como um local para se recostarem e deitarem durante várias horas do dia.

EGIPTO
No Egipto Antigo, a cama não era apenas um espaço para dormir. Ela era usada também como móvel onde os egípcios faziam suas refeições ou como local para encontros sociais.

BABILÓNIA
Na Babilónia (séculos 22 a.C.), havia um templo chamado ziggurat, construção com sete pavimentos e cerca de 20 metros de altura. Nele havia uma série de objectos preciosos e uma mesa de ouro maciço, além de uma cama onde, a cada noite, uma mulher se deitava na esperança de obter os prazeres proporcionados pelo metal precioso.

ROMA
O accubatio romano era uma espécie de cama usada para se reclinar durante as refeições. Entre os romanos era comum cada cama ser usufruída por três pessoas ao mesmo tempo, nem sempre de sexo diferente.

ÁFRICA
Os povos antigos costumavam dormir no chão forrado com palha e peles de animais. No Zaire, os chefes tribais não tocavam o solo por serem considerados divindades. Eles eram carregados pelos súditos e, quando dormiam, não se deitavam no chão, mas em leitos preparados especialmente para eles. Já a cama real dos camaroneses era um pedaço de tronco com um corte único escavado. Essas camas teriam poderes religiosos e eram utilizados só pela realeza.

MUNDO ÁRABE
O divã deriva da palavra persa devan, que significa encontro. Antigamente, o devan era uma espécie de sala com almofadas onde o sultão e sua corte se reuniam para discutir negócios de estado.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Guerreiro de Cabeça Púrpura I

A verdadeira Estória das Curitas...