Luiz Pacheco - bêbado, maluco, panasca, teso!!!

A cultura também faz parte da missão deste blog por isso relembremos este magnifico escritor português: Luiz Pacheco.
Em qualquer livro de Luiz Pacheco há prosa de primeira água, há vernáculo desabrido, há detalhes desnecessários, há um narcisismo cruel que sublinha a imagem desgraçada do escriba sujo, endividado e esfomeado, escrevinhando na sua cama em Massamá nos anos setenta.
Mas Luiz Pacheco não se resume a apenas isto, embora viva muito da imagem de "bêbado, maluco, panasca, teso". Esse Pacheco eternamente teso (nos dois sentidos) foi obrigado a ganhar o cacau em biscates como traduções ou artigalhadas. Mas também fazendo reedições aldrabadas ou de luxo porque sabia que tinha (e tem) um público que paga tudo e papa tudo e sempre recorrendo a uma pedinchice constante entre mecenas, amigos, inimigos e putas.

"Um tipo que queria ser escritor mas antes queria ser um homem livre." Diz ele de si próprio. Sobre a morte, afirma: "Não quero que ela me apanhe a dormir. Quero vê-la chegar".

Para quem aprecie espíritos livres que aos 80 e tal anos, como o Luiz, ainda mantêm o seu humor corrosivo, sem cedências a ninguém, o Biollante só tem uma coisa a dizer: Viva o Luiz Pacheco!

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